domingo, 8 de maio de 2011

O Pássaro Raro

 

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   Título: O Pássaro Raro

   Autor: Gaarder, Jostein

   Editora: Cia das Letras

   Categoria: Literatura Estrangeira / Contos e Crônicas

   Número de Paginas : 208

   Valor: R$ 32,00

 

 

Sinopse: Num futuro distante, uma fantástica invenção tecnológica permite ao homem sintonizar um ponto no espaço e no tempo e, a partir daí, revisitar toda a história coletiva e individual da humanidade. Numa cidade da Noruega, um diagnóstico médico faz um homem robusto demolir uma loja de porcelanas e leva uma jovem mulher a um inesperado encontro com Buda. Personagens de um romance se revoltam, perguntando-se não apenas se eles existem mesmo, mas se existe de fato um autor. Encontros e desencontros amorosos conduzem um casal de namorados a Roma e a um destino marcado por trágicas coincidências. Eis as linhas gerais de algumas das dez narrativas que compõem O pássaro raro, livro de estréia de Jostein Gaarder, publicado em 1986. Todas elas tratam de pessoas comuns que, arrancadas de seu dia-a-dia por um acontecimento inesperado, lançam-se à aventura do pensamento e da reflexão.

Este é um livro, que para quem conhece Jostein Gaarder, já pode ter uma boa idéia do que vem pela frente.

Escrito norueguês, autor de romances, contos e histórias filosóficas; formado em filosofia e teologia. Suas obras são repletas de temas polêmicos, filosofia, enigmas do mundo e mistérios que nos fazem pensar na vida, o que a certa e quem (o que) verdadeiramente somos. Sua obra mais conhecida e um de meus livros favoritos é “O mundo de Sofia”, baseado na história da filosofia e que como seu qualquer outro livro é ímpar e instigante.


“O mundo é louco. Ou isso — ou o mundo está em ordem e eu sou louco. Mas o que seria pior? Se o mundo é louco, então sou o único normal. Mas isso seria melhor do que se o mundo fosse normal e eu o único louco? “

Trata-se de um livro de contos, pequenas, curtas histórias, mas que contém a mesma intensidade de seus grandes romances. Gaarder brinca com o cotidiano e dilemas humanos falando de filosofia, amor, morte, cultura e entre inúmeras coisas. Inúmeras coisas estas que para quem já leu algo do autor, sabe muito bem do que se trata.

Ao terminar a leitura, não pude deixar de pensar que os livros de Gaarder evoluíram de uma forma muito relevante. De “O Pássaro Raro” ao “Mundo de Sofia” (seria o menos e mais conhecido?) tem uma grande distância em questão de diversidade de história, porém uma enorme proximidade no que diz respeito à escrita e filosofia.


Um ótimo livro para quem se intriga com mistérios da vida humana.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Parede de Escudos – Parte 1

 

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Decidi criar coragem de escrever sobre Crônicas Saxônicas, não que se precise de muita, mas no mínimo é preciso tempo e força de vontade, afinal como descrever algo indescritível?!

Começo dizendo que esta série, ou melhor, que Bernard Cornwell foi uma grande descoberta. Em que planeta eu vivia sem conhecê-lo? (essa foi à pergunta que me fiz ao terminar de ler ainda o primeiro livro). O que fazer agora? (eis o que me pergunto após terminar o quinto livro)

 

 

Já aviso, que será como uma “saga”, ou melhor, uma “Parede de Escudos” em partes (se bem que, como só eu leio mesmo, não preciso avisar). Hoje, irei escrever sobre o primeiro livro “O último Reino”. Porém de forma generalizada eu já posso te sugerir uma coisa: leia!

"A Série Crônicas Saxônicas (Saxon Stories) é uma história sobre os vikings e a Inglaterra do rei Alfredo, o Grande, vista através dos olhos de Uhtred, um garoto inglês nascido numa família aristocrata da Northumbria, que é capturado pelos vikings e passa a ter dúvidas sobre com quem está sua lealdade. O autor ainda não definiu quantos livros comporão a série. Quando perguntado por um fã sobre o assunto ele limitou-se a responder: "Não sei. Mais do que quatro e menos do que doze".

Espero que muitos ainda estejam por vir...

Esta série reúne algumas coisas que me encantam em livros: batalhas (bem descritas, detalhada, com estratégia, sangue, derrota e vitórias), capas incríveis (como você pode perceber pela foto acima as capas quando juntas formam um “desenho”), narração em primeira pessoa (algo incrivelmente com ar de “pessoal”), construção de personagens (da sua infância ao seu triunfo), romance histórico na Idade Média (claro, romance), conspirações (muohuhauha), ironia e humor (fino e inteligente), personagens de todos os tipos (desde os que você ama aos que odeia no meio tendo os engraçados e “tontos”) e mortes (você vai entender no decorrer). Tudo isso se mistura a um ótimo enredo, sangue das lutas e uma base histórica baseada em acontecimentos reais.

Toda a série de uma forma geral discute o ideal pelo qual cada ser humano luta, seja ele terra, dinheiro, amor ou fé. E é justamente no contexto da fé que entra “Deus cristão x deuses Saxões”, conflito esse sempre presente no psicológico dos personagens que influencia diretamente na história. Para Uhtred, em especial, os cristãos são hipócritas, charlatões e principalmente mentirosos.

Crônicas Saxônicas- Livro I

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   Título: O Último Reino

   Autor: Bernard Cownwell

   Editora: Record

   Número de Páginas: 362

   Valor: R$ 32,90

 

Sinopse: O Último Reino é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos.

“(…) lembrei-me da harpa de minha infância e de como as cordas estremeciam caso apenas uma fosse tocada. (…) pareceu que minha vida era feita de cordas, que se eu tocasse uma, as outras, mesmo separadas, fariam seu som. (…)  E todas essas pessoas separadas faziam parte da minha vida, cordas tocadas na harpa de Uhtred, e mesmo estando separadas afetavam umas às outras e juntas fariam a música da minha vida.

Pensamentos bobos, disse a mim mesmo. A vida é só a vida. Vivemos, morremos, vamos para o castelo de cadáveres. Não há música, apenas acaso. “O destino é inexorável.”

Neste 1° livro, que se passa na Inglaterra cerca de 300 anos após as crônicas de Artur, somos apresentados ao inglês Untred (o narrador de toda a história) com nove anos quando é levado para sua primeira batalha por seu pai contra os dinamarqueses que vencem a luta e acolhem o garoto inimigo após a morte de seu pai e irmão e derrota de seu povo. Assim começa a história de um personagem que é jogado pelo destino em um ambiente inimigo e violento, que ama seu povo e que aprende a amar os dinamarqueses que o ensinaram tudo seja de guerra, amor, família ou como ser um homem digno.

Um personagem de sentimentos confusos que vive em tropeços e desacertos, que não sabe muito bem o que quer da vida (dúvida essa, que claro nunca tivemos) A graça de Untred esta na sua imperfeição, um homem que busca vingança e tudo aquilo que lhe foi tirado, que vê na família e nos amigos que fez nesta jornada a força para seguir adiante. Para ele, o mundo cabe na ponta de sua espada e nós somos apenas peças de um jogo do destino, um “brinquedinho” dos deuses.

O Último Reino, bem como todos os livros de Crônicas Saxônicas garante uma leitura leve e divertida, apesar de todo o sangue derramado, cheia de emoção e de batalhas tanto com espadas escudos quanto na consciência humana.

cronicasaxonicas

segunda-feira, 11 de abril de 2011

É um tolo quem não tem vontade de melhorar espiritualmente. R$ 27,00

 

    Título: Coração/Kokoro

    Autor: Natsume Soseki

    Editora: Globo

    Nº de páginas: 279

 

 

 

 

Um livro envolvente, cativante que trata com uma naturalidade e simplicidade indescritível o interior de um coração, o coração da humanidade em geral, tratando algo “indescritível” de forma simples e sublime.

Visivelmente muito bonito e com um interior de superior beleza.

...Digamos que eu deixe a interpretação para você, inteligente que é, mas acrescentarei somente uma coisa: eu desconfiava da humanidade com relação ao dinheiro, mas com relaçção ao amor não estava de todo incrédulo. Por isso, mesmo que pareça estranho para os outros, e mesmo para mim contraditório, eles coexistem tranquilamente dentro do meu coração

Pag. 183

Resumidamente, a história de um estudante que em uma viagem entcontra cum homem, o “professor” do qual se aproxima e tona-se amigo e futuro “guardador de segredos”. Ela se divide em três partes: a da amizade entre o estudante e o professor; a da relação do estudante com sua família e a história da juventude do professor, essa última contada em forma de carta escrita pelo professor.

O livro combina em si algumas coisas que particularmente gosto, capítulos curtos (o que ajudar muito minhas leituras feitas em sala de aula (aula chata combina perfeitamente com esse livro)), naração em primeira pessoa,  poucos personagens (o que é da a impressão de uma proximidade maior com eles), um bom nome, uma boa capa, um “não” final feliz e um preço acessível.

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Coração, publicando em 1914, é escrito por Natsume Soseki, respeitado romancista japonês que viveu no período do imperador Meiji, e alcançou, ainda, o início da era Taisho, testemunhando os efeitos da modernização do Japão com o fim do regime de xogunato e o começo da fase de industrialização e ocidentalização da cultura japonesa. Contexto este que influencia diretamente sua obra, podendo ser entendida como um jogo de paixões ou como uma crítica ao imperalismo japonês. Particularmente, me parece uma mistura de amores com o egoísmo da época.

A socidade e o mundo particular dos personagens servem de plano de fundo para o romance, lidando com o que cada um de tem de melhor de “podre” ao mesmo tempo. Os personagens não possuem nomes são simplesmente “eu”, “professor”, “esposa”, generalizando o individual, mas ao mesmo tempo criando uma prossimidade sem tamanho.

Enfim, um livro gostoso de se ler,  enredo cativante com temas/conflitos importantes, romance envolvente e leia! (ponto final)

domingo, 20 de março de 2011

Literalmente Consumismo Literário

 

Catalogo de cosméticos ou livraria?!

Que a Avon é uma empresa de cosméticos conhecida em todo o mundo ninguém duvida, sua capacidade de se “auto vender” é indiscutível. Mas, qual minha surpresa (ohh) ao me deparar com TANTOS livros à venda em uma única campanha, em um total são 34 livros (se não errei na conta).

Me pergunto: porque?!

Resposta (óbvia): Lucro

clip_image004Pouca gente vende tanto livro no Brasil como a fabricante de cosméticos. Mas porque as pessoas resolveram comprar livros de uma empresa de cosméticos? As livrarias estão escassas? Para alguém que mora em uma cidade sem livraria (sim, eu moro quase no fim do mundo) é fácil entender, você sempre conhece uma revendedora é só ir lá, marcar e ela entrega na sua casa, sem frete, sem dificuldade e sem ser necessário saber mexer na DIFÍCIL (ironia) internet.

Os preços dos livros vendidos nos catálogos são, em média, menores que os comercializados nas livrarias. A diferença, é que para conseguir oferecer os descontos, a empresa vende livros customizados, sem orelha, com letras um pouco menores, o que diminui também o número de páginas, além de gramatura reduzida no papel da capa. O que deixa sua qualidade um pouco a desejar, mas a relação custo x benefício é diretamente proporcional.

Analisando o “tipo” dos livros pode se perceber claramente que a grande maioria (além dos de receita) são de auto-ajuda e religioso.A auto-ajuda tornou-se uma indústria tão lucrativa que fez nascer uma espécie de linha de montagem

Seria uma busca de apoio espiritual e sucesso? Claro!

Mas será que um livro é capaz de “alimentar a alma”? Resolver todos os seus problemas? Seria livro ou “varinha mágica”? Demanda por “conhecimento”? Motivação? Ajuda?

Nada contra pessoas que gostam deste tipo de “literatura”, mas não gosto, nem os que aparentam em um passe de mágicas resolver meus problemas. Alguns livros marcaram e marcam minha vida, me trouxeram e me trazem idéias que uso como “teoria” para o dia a dia, mas só eu posso resolver meus problemas. Porém, é fácil entender o sucesso que eles fazem, em um país que a qualidade do ensino nem sempre é das melhores (para não dizer que quase nunca são boas), uma parcela desse público encontra nos livros uma forma de preencher suas lacunas de formação. Afinal, é mais fácil ler algo que sugestivamente vai te ser muito útil, de linguagem fácil e barato (porque eles são baratinhos) do que ler um Machado de Assis.

Mas quando isso irá mudar?

Talvez já esteja mudando (ou seria muito otimismo meu pensar que está?), alguns livros à venda no catálogo são ótimos. “A menina que roubava livros”, por exemplo, é um de meus livros favoritos (1 dos 9) e esta a venda a um preço super. acessível; A série “Percy Jackson e os olimpianos”, Agatha Christie, são ótimos e também estão lá. Mas será que eles fazem sucesso?

clip_image002Espero que a Avon e quem mais quiser comece a vender MUITOS livros. Eles nunca são de mais. Espero que nós brasileiros aprendamos a adquiri-los sem dizer: “nooossa, gastar com livro?!”. Espero ainda, que eles fiquem mais baratos e acessíveis à todas as classes sociais e (sim, eu sei que espero muita coisa) que aprendamos a gostar de LITERATURA. Será que é “esperar” muito?!

 

Mas enfim,

Se a Sandy faz propaganda da Devassa, Faustão pode ficar magro, Silvio Santos pobre, Dilma (“presidenta”) fazendo omelete na Ana Maria Braga para um papagaio, Tiririca no governo, porque a Avon não poderia virar livraria?

 

Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama !
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!

Mario Quintana

quarta-feira, 9 de março de 2011

Um Pretexto para falar de Clarice… R$ 20,00

 

 

Título: de amor e amizade (Crônicas para Jovens)

Autor: Clarice Lispector

Número de Paginas : 136

Editor: Rocco

 

 

 

 

“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.”

Coletância de textos selecionados pelo editor Pedro Karp Vasquez, crônicas de Clarice Lispector sobre Amor e Amizade. São histórias de amizades passadas, amores de uma vida toda, relacionamentos do superficial ao do fundo da alma.

Um livro bem diferente de seus romances, leve, de leitura rápida, a um preço acessível, diria que um livro bem despojado. Não gostei da capa (tenho que admitir), mas Clarice é Clarice.

Sempre achei que Clarice Lispector é o tipo de autora, que ou você ama ou odeia. Impossível ter meio termo, gostar mais ou menos, se identificar mais ou mesmo. Ou você sente o que ela escreve, ou acha tudo sem sal nem açúcar.

Não preciso nem falar que fico no grupo dos que amam Clarice Lispector, certo?

São dela as definições e confusões mais cheias de “alma” das coisas mais simples (complexas) que existem. Quem ousaria dizer que “sou um coração batendo no mundo”? Eu só ouso copiar, e tentar entender.

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de SENTIR, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."

Clarice Lispector

 

Preciso dizer mais algo?!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Orientação “Schopenhaureana” por R$ 14,90

 

Título: A cura de Schopenhauer

Autor: Irvin D. Yalom

Editora: Ediouro

Número de páginas: 336

Valor: R$ 14,90

Trecho: "Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos apenas nossa própria loucura, fracasso e vício. Pois eles são os fracassos da humanidade à qual também pertencemos e assim temos os mesmos fracassos em nós. Não devemos nos indignar com os outros por esses vícios apenas por não aparecerem em nós naquele momento."

O livro conta a história de um terapeuta de sucesso (Julius), que ao descobrir possuir um câncer terminal vê sua vida e suas idéias balançarem, e vai em busca de descobrir algumas verdades do passado. É quando procura seu paciente mais fracassado (Philip), e percebe que este é um homem muito diferente, é quando entra Schopenhauer, na forma de uma troca de terapia e orientação filosófica, envolto a muitos “causos” do passado.

Philip tem Schopenhauer como o seu “deus”, e seu comportamento é bastante parecidos com o do filósofo, introvertido, recluso, anti-social, se auto-isolando de todos e um passado de extrema atividade sexual. O personagem parafraseia Schopenhauer praticamente o tempo todo e diz ter sigo curado da compulsão sexual pelo filosofo (por suas idéias)

A forma, com que o autor (genial, diga-se de passagem), intercala a vida verídica de Arthur Schopenhauer e continua a narrar à vida de seus pensonagens, onde a maioria se passar em uma terapia de grupo, é muito interessante e faz com que a leitura se torne algo compulsivo e estimulante.

Quem foi Arthur Schopenhauer?

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Filósofo Alemão do século XIX (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) que PE conhecido pelo seu pessimismo, arrogante, derrotismo, inconformado e totalmente incompreendido, que reconhece fragilidade e a necessidade de fuga. Ele enfatizava os pontos negativos da condição humana e defendia a idéia que podemos escapar delas e nos tornar melhor, deixando de ser seres conscientes e partindo para a arte, música e atividades intelectuais. A humanidade está dividida entre uma vida de sobrevivência e reprodução, e outra do intelecto A filosofia de Schopenhauer mistura Platão, Kant, alguns hindus e “outras coisinhas mais” para criar um mundo que consegue ser atraente e deprimente: a existência é sofrimento, dor e tédio.

Otima Leitura, seja você experte em filosofia, psicologia, psicanálise, ou meramente leiga e curiosa sobre o comportamento humano como eu.

Como esta foi uma leitura em conjunto, nada mais justo do que expressar a segunda opinião deste “conjunto”, que pode ser encontrada em: http://artigosefemeros.blogspot.com/

p.s.: (L) (vc sabe que é para você)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ser Cativado por R$ 19,90

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“Mas a raposa voltou à sua idéia: - Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado , fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...”
(Cap. XXI - Le Petit Prince)

Considerado por muitos como um livro infantil “O Pequeno Príncipe” (Le Petit Prince), escrito por Antoine de Saint-Exupéry e publicado em 1943 no007s Estados Unidos, é uma fábula mais filosofica do que infantil, que encantou e vem encantando inúmeras gerações. Piloto de avião durante a Segunda Guerra Mundial, o autor se fez o narrador da história, que começa com uma aventura vivida no deserto depois de uma pane no meio do Saara. Certa manhã é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: "Desenha-me um carneiro"? Com essa “inquietante” pergunta se da início aos relatos das fantasias e aventuras de um pequeno príncipe, que havia deixado seu pequeno planeta (o Asteróide B 612) com seus vulcões e sua bela, vaidosa e “tagarela” e orgulhosa rosa, que se questiona sobre as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade. Uma obra tão fascinante que impressiona por ter sido produzida em determinada cultura e faz tanto sucesso em locais de hábitos e crenças tão diversificados.

Os personagens do livro vão desde um rei que pensava que todos eram seus súditos (sem nem mesmo ter ninguém por perto), um homem de negócios sério e muito ocupado (que não tinha tempo para sonhar), um acendedor de lampião (que só trabalha e não tem tempo para nada), um geógrafo que se dizia sábio (mas não sabia nada da geografia de seu próprio país), enfim inúmeras “pessoas grandes” que esquecem o verdadeiro sentido da vida até um elefante dentro de uma serpente e uma raposa que ensina ao principezinho que “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Não tem como comentar algo sobre o livro sem dizer da raposa, ou melhor, sobre seus comentários sobre os homens, dizendo entre tantas coisas já se esqueceram o que é um ritual, que é aquilo que faz um dia ser diferente do outro; ou então que cativar é algo também quase sempre esquecido, e que significa criar laços. Os homens, em geral e em todo o mundo, vivem apressados e se esquecem das pequenas coisas da vida, como ter um ritual para realizar qualquer tipo de atividade, ou então não deseja perder tempo conquistando a amizade e o carinho de alguém. Ela ensina ao habitante do Asteróide B 612 o que é cativar, e como amar um ser de forma especial e única. Seria esse um dos segredos do sucesso do livro? Pois tais ensinamentos são universais e atemporais. E quem é capaz de questioná-los?

A escrita discorre de uma maneira simples, bem planejada e principalmente crítica sobre os comportamentos humanos de forma “disfarçada” através dos comentários do pequeno sobre os habitantes dos planetas por onde ele passa (e isso é sim, ótimo!). Um detalhe a parte no livro são as aquarelas do autor, são simplesmente belíssimas.

014 Para quem gosta de sonhos, tem saudade dos mistérios da infância, da inocência tão perdida e banalizada nos dias de hoje (sim, eu acho que a inocência esta perdida), questionamentos sobre coisas essenciais (que deveriam ser essenciais) na vida, relembrar recordações escondidas no coração (olha que coisa profunda), este é o livro perfeito para tudo isso e muito mais. Com “O pequeno príncipe” volta a se sentir o perfume das flores (que ainda resistem ao meio de tanto cinza da civilização), do brilho das estrelas (sabia que elas ainda existem?! Mesmo a poluição tentando te convencer do contrario), ouvir as folhas batendo com o vento. Uma leitura inesquecível para qualquer idade, onde as magias das coisas simples tocam os corações (Owh)

Enfim, em uma época de "crepúsculos” da vida (desculpa, mas eu não gosto) e outros vampiros e personagens fajutos é bom descobrir que um livro tão encantador permanece sendo vendido e lido por gerações e pessoas de várias idades, raças e aquele bla bla bla todo, que sua nostalgia continua sendo sucesso, é um sinal que a literatura, ou melhor que o “gosto” de leitura da civilização ainda tem esperança. O mundo não esta perdido minha gente! \o/

E por fim, a despedida…